Enquete – Alerta Contra a Auto-Extinção

Religião – Dogmas – Liturgias – Mitos – Realidade

Toda religião possui dogmas, que são doutrinas/regras religiosas indiscutíveis. Possui também liturgias que são o conjunto dos símbolos, cânticos e cerimônias pelos quais o culto religioso se externam e se expressa ao público.

Apesar de sabermos que dogmas e liturgias são alguns dos componentes fundamentais de um clero religioso, os seguidores da Religião dos Orixás, Mahambas/Nkisi e dos Vodun têm presenciado nos dias atuais uma verdadeira miscelânea entre seus cultos. As doutrinas e ritos de origem nagô (igbôminas, ketu, ifón, ijexá, Oió etc.), demais ancestrais (Becem, Hangolo, Nsumbu) de outros grupos étnicos e a Umbanda estão misturadas entre si,

A mistura, à qual me refiro, nada tem a ver com a amálgama que nasceu nas senzalas, com a miscigenação, tão pouco se refere ao sincretismo católico, e sim à realização de aposição de determinados cargos (oiê), uso indevido de certos colares (iléqué) por “alguns” dos seguidores do Candomblé ou da Umbanda. Exemplos:

Referente aos colares: Alabastro (pedra marmórea branca e transparente). Alabastro (às vezes chamado espato acetinado) é uma designação aplicada a dois minerais distintos: gesso (sulfato de cálcio hidratado) e calcite (um carbonato de cálcio). O primeiro é o alabastro dos dias atuais; o segundo é geralmente o alabastro dos antigos. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Outrora os colares feitos de alabastro eram usados somente por descendentes de Obatalá e de Ieiemójá. Nos dias atuais, vemos este tipo de colar no pescoço das mais “diversas” pessoas do santo. Uns chegam a intercalá-los com contas amarelas, azuis, verdes, vermelhas e demais tonalidades.

No passado, não tão remoto, conseguíamos distinguir através dos colares, dos icaruns e dos quelês qual era o orixá, inquísi ou vodun de um iniciado(a), fosse ele de qual nação fosse. E agora? Quem é quem?

Sabemos que cada ser humano investe seu capital financeiro onde bem entende, entretanto fica uma pergunta no ar:

O que os levam a proceder desta forma? Qual a origem ou motivo de toda esta balbúrdia? Será que é um legado dos nossos “irmãos mais velhos” (os egbômis) ou será que é uma repetição de doutrinas e ritos que “alguns” dos nossos irmãos mais novos (os aburos) assistiram em outros axés e, por acharem bonito, passaram a fazer em suas casas.

Para os leigos que a tudo assistem, tudo é válido. Entretanto, para os noviços, estes procedimentos causam conflitos, desequilíbrios e descrença. Muitas das vezes a evasão dos mesmos para outros segmentos religiosos também ocorre.

Esses acontecimentos nos obrigam a uma reflexão mais profunda da nossa religião. Assim sendo, baseado nesta refutação iremos abordar temas que, em nossa concepção, urgem de esclarecimentos de origem cultural e religioso, uma vez que ninguém tem o direito de fazer da religião dos Orixás, dos Inquísis e dos Voduns uma crença residual, particular, periférica, desprovida de ética, de código litúrgico e de desobediência a uma diretriz.
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