Ewé Òrìsà OYA – Folhas do Orixá OYA

Erva prata

* Erva Prata – Os nagôs iorubas a chamam de: “Ewé Dígí”.

Nome científico: Solanum argenteum.

Planta da família das Solanaceae.

Também chamada de: Erva de Santa Bárbara e de leque prateado.

Origem: Nativa do Brasil. 

Não confundir com a “erva dos unheiros”, também chamada de “erva prata”, originária da região mediterrânea.

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Erva Casuarina – Os nagôs iorubas a chamam de: “Igi igbálè”.

Nome científico: Casuarina equisetifolia.

Planta da família das Casuarináceas.

Também chamada de:Pinheiro da praia, pinheiro-australiano, pinus-australiano.

Origem: Austrália. 

Nota: Uso restrito em determinados ritos relacionados à ancestral Oya.

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Ewé Obàtálá – Ervas de Obàtálá

IngazeiroIngazeiro – Nome Científico: Inga sessilis. Família: Fabaceae (Leguminosae). Nome em ioruba: Kolomi Também chamada de: Ingá do brejo, ingá de quatro quinas, Ingazeiro, ingá banana, angá – Origem: Brasil – Amazônia. Árvore de grande porte que pode atingir 15m de altura.

Fruta pão

Fruta Pão – Nome Científico: Artocarpus incisa L. – Família: MoraceaeNome em ioruba: Bèrèfútù Também chamada de: Pão dos pobres Origem: É remota e distante: conta-se ter sido cultivada desde épocas pré-históricas no arquipélago malasiano, sobretudo nas ilhas de Java e Sumatra, de onde se presume que seja originária. De lá, espalhou-se pelas ilhas do Pacífico Sul, onde mais tarde foi encontrada pelos ingleses.

Ewé Ebora Aganju, Àyirá e Sàngó – Ervas dos ancestrais Aganjú, Aiirá e Xangô.

“Ewé Àrán ou Ewé Iná” – Erva do fogo – Nome científico: Miconia calvescens – Também chamada de árvore de veludo e de erva do fogo – Planta da família das MelastomataceaeNativa da América do Sul e do México.

Esclarecimento: Apesar de ser utilizada no culto a Àyirá e Aganjú é comumente chamada de “capa-de-xangô”.

“Erva de são João” – Também chamada de hipérico – Nome científico: “Hypericum perforatum” Planta da família das  Hipericaceae – Origem: Nativa da Europa, Ásia e África.

Nota: “Outrora as flores da erva de são João, eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João)”.

“Ewé Ìyèyé” – Erva Aperta-ruão – Também chamada de pimenta de macaco, pimenta longa, aduncum, tapa buraco, pimenta de fruto ganchoso, jaborandi do mato, erva de jaboti, matico falso e jaborandi falso Nome científico:“Piper aduncum L.” – Planta da família das Piperaceae – Origem: Nativa do Brasil.

Nota: A aludida erva também utilizada no culto a ancestral Òsun.

 “Erva Barbatimão” – Também chamada de barbatimão verdadeiro, chorãozinho roxo e caca da virgindade – Nome científico:Stryphnodendron adstringens”Planta da família das Fabaceae – Origem: Planta medicinal nativa do cerrado brasileiro.

Foto: Sonia A. Mascaro, tirada às margens da Represa Juru mirim, Paranapanema, ESP.

Ewé Bàbá Egúngún – Ervas dos Ancestrais Não Deificados.

“Ewé  Ògánlara” – Erva Fedegoso – Nome científico Senna occidentalis (L) Link – Família das fabáceas – Origem: Planta nativa na América Tropical – Também chamada de balambala, café-negro, folha-do-pajé, fedegoso-verdadeiro, ibixuma, lava-prato, mangerioba, mamangá, mata-pasto, maioba, pajamarioba, pereriaba, taracurú.

Nota: Segundo a Tradição Religiosa Africana dos Orixás, a erva fedegoso, não deve ser manuseada para uso religioso por pessoas do sexo feminino.

“Erva amoreira” – Desconheço o nome em ioruba – Nome científico: Morus nigra – Também chamada de amora preta, amora do mato e amora brasileira – Planta da família das moráceas  – Nativa da Ásia.

Esclarecimento: Morus é o nome de um género de árvores caducas, mais conhecidas por amoreiras, nativas das regiões temperadas e subtropicais da ÁsiaÁfrica América do Norte, sendo que a maioria das espécies do género é asiática.

“Ewé Pàko” – Erva Bambu – Nome científico: Bambusa vulgaris Schaarad – Família das gramíneas – Origem: Oriente – sul da China – Também chamada de bambu crioulo, bambu verde. Os “igbomina” chamama-na de “Igisú”.

“Ewé Igi Ìkú” – Erva cipreste-fúnebre – Nome científico: Cupressus sempervirens – Também chamada de cipreste vulgar e cipreste piramidal – Planta da família das moráceas  – Nativa da Ásia.

Ewé Òrìsà Ajé Salugá – Ervas do Orixa Ajê Xalugá.

“Ewé Alãmù” – Erva de lagarto – Nome científico: Borreria palustris  – Também chamada de poaia-do-brejo – Planta da família das Rubiaceae – Nativa do Brasil.

Esclarecimento: Não confundir com a Erva de lagarto – “Calea pinnatifida (R. Br.) Less”, também chamada de cipó-flor-de-maria-mole, jasmim-do-mato, quebra-tudo, visto que, a espécie acima citada faz parte dos ritos dos ancestrais “Èsùmàrè e Orugá”. 

“Ewé Etí Àjanakú” – Erva orelha de elefante – Nome científico: Colocasia gigantea – Também chamada de Inhame imperial e de tailândia gigante – Planta da família das AraceaeNativa da Ásia.

Esclarecimento: “Orelha de elefante é o nome comum dado a algumas espécies de Araceae quando utilizadas como plantas ornamentais de interior”.

“Ewé Àbámodá” – Erva folha –da fortuna – Também chamada de coirama, roda-da-fortuna, folha-grossa, erva-da-costa e de milagre de são joaquim – Nome científico: Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers.Planta da família das Crassulaceae – Origem: África, Índia e ilhas do Oceano Índico.

“Ewé Àbáfu” – Erva folha da riqueza – Também chamada de erva corrente, apaga fogo, erva periquito, e manjerico – Nome científico: “Alternanthera tenella” – Planta da família das Amarantáceas – Origem: América do Sul.

Ewé Àwon Ìyá mi eléeiye – Ervas das Senhoras dos Pássaros

“Ewé Èsó feleje” – Erva Saia roxa – Também chamada de trombeta roxa, datura, manto de cristo, zabumba roxa e anágua de viúva – Nome científico: Datura metel – Planta da família dasSolanáceas  – Origem: Ásia, África e Índia.

“Ewé Àdán” – Erva Morcego – Também chamada de flor morcego ou bigode de tigre – Nome científico: Tacca níveaPlanta da família das Taccaceae– Origem: Malásia.

Esclarecimento: A semelhança das pétalas principais da planta em questão com as asas de morcego é algo impressionante. 

Segundo informes botânicos, a erva morcego não tolera sol forte diretamente, desenvolvendo-se melhor à meia-luz.

 “Erva Valeriana” – Também chamada de amantila, bardo selvagem, erva gata, valaricana e badarina Nome científico: “Valeriana officinalis” – Planta da família das Valerianáceas  Origem: Nativa da Europa e do norte da Ásia.

 Nota: O nome da erva valeriana origina do latim “valere”, cujo significado quer dizer “saúde”.

Existe a crença de que banhos lustrais, bem como, a defumação feita com suas folhas, harmoniza o ambiente, afasta negatividade e atraem prosperidade.

“Ewé Òwíwi” – Erva Jeniparana – Também chamada de erva da coruja, espinho de juvu, pau fedorento e mucurão.

Nome científico: “Gustavia augusta” – Planta da família das Lecythidaceae  Origem: Brasil (Amazônia).

Ewé Òrunmìlà – Ervas do Orixá Orunmilá

O salvador

“Ewé Ejìrìn” – Erva melão de são caetano – Nome científico: Momordica charantia L. – Família das Cucurbitaceae – Também chamada de erva de lavadeira, erva de são caetano e de fruta de cobra – Origem: Ásia – Introduzida no Brasil pelos africanos. 

Os “ìgbómìnà” possuem o hábito de cobrirem o “Igbá Òrunmìlà” com a erva acima citada. 

Nota: Tida como interdito do grupo étnico “ketu.”

“Ewé Ológìnní” – Erva gato – Nome científico: Nepeta sp – Família das lamiaceae – Também chamada de menta-de-gato, hortelã-de-gato, hera-persa, gatária, bombocado-de-gato, erva-gateira, erva-gato, erva-dos-gatos e neveda-dos-gatosOrigem: Europa,  Ásia  e África. 

“Erva candeia” – Nome científico: Lychnophora Salicifo- lia – Família das Asteráceas (ex-Compostas)“Desconheço outro nome popular”Origem: Brasil. 

“Ewé Ojúùsàjù” – Erva Guiné piupiu – Nome científico: Petiveria alliacea L. – Família das Phytolaccaceae – Também chamada de mucuracaá, erva-de-guiné, erva-de-alho, erva-pipi, erva-tipi e de amansa-senhor – Origem:  África e América Tropical.

Nota: O uso da erva acima, é considerado interdito (banho lustral) dos descendentes de Obátálá e de Yèyémoja.

Ewé Obà – Ervas da Ancestral Obá

“Ewé Igi Òrúru” – Erva tulipeira africana – Nome científico: Spathodea campanulata Família das Bignoniaceae – Também chamada de tulipeiro-africano, espatódea, bisnagueira, árvore-de-bisnagas, árvore-de-tulipas – Origem: África. 

Nota: A erva tulipeira africana também é usada no culto a Àyaba Òsun.

“Erva capuz de frade” – Nome científico: Arisarum vulgareTarg.– Família das aráceas (Araceae) – Também chamada de Arisárum e de candeia – Origem: Europa Mediterranêa.

Esclarecimentos: “As flores da erva das candeias ou erva candeia (não confundir flor com a inflorescência), unissexuais, estão dipostas em torno de um espádicecurvo, envolvido por uma espata que envolve totalmente a sua base, onde se encontram as flores femininas, em número reduzido. A espata abre-se na parte superior, deixando sair o espádice curvo, de forma que a inflorescência se assemelha a uma candeia (objecto semelhante à lâmpada de Aladino), com um pavio de fora. A espata, ao curvar-se, assemelha-se, também ao capuz de um frade, até porque tem uma cor escura entre o negro e o violeta”.

 “O nome arisarum vem do Grego Clássico e foi pela primeira vez usado por Dioscórides (século I d.C.). O seu significado é obscuro, mas parece resultar da aglutinação da palavra aris, uma planta medicinal egípcia, semelhante ao jarro-de-itália (pé-de-bezerro), parente próxima do arisarum, e arum, “jarro”, ambas segundo Plínio, O Velho.” 

São popularmente chamadas de “candeias” devido à forma da influrescência que faz lembrar uma lucerna romana ou até mesmo uma lâmpada árabe com o espádice a evocar um pavio sobressaliente. Por seu lado, o nome “capuz-de-frade” é mais tardio e remete-nos igualmente para a forma tubular da espata e da cor vinosa desta, que lembra um capuz curvado sobre a cabeça de um frade.

“Ewé Ofèrè” – Erva Crindiúva – Nome científico: Trema micranta – Família das Ulmáceas – Também chamada de folha da amizade, grandiúva, pau pólvora, periquiteira, orindeúva, coatidiba, orinduíba, gurindiba, candiúba, taleira, motamba e seriúva – Origem: Brasil. 

Os nagôs igbominas chamam-na de “árvore que não pode ser quebrada”, em face de podermos colher somente as folhas necessárias para uso litúrgico.

“Erva baleeira” – Nome em ioruba: Desconheço – Nome científico:  Cordia verbenacea DC. – Família das  Boraginaceae – Também chamada de erva maria milagrosa, maria-preta, salicina, pimenteira e catinga-de-barão – Origem: Brasil.  

Nota: A erva baleeira também é usada no culto ao Orixá Exu.

Ewé Yèyémoja – Ervas da Ancestral Iemója.

“Ewé Gbõrò erémi” – Erva salsa da praia – Nome científico: Ipomoea asarifolia (Desr.) – Família: Convolvulaceae – Também chamada de cipó da praia, campainha branca e salsa pé de cabra – Origem: Brasil – Planta que ocorre abundantemente nas dunas do litoral.

“Erva quitoco” – Nome científico: Pluchea sagittalis (Lam.) – Família: Asteraceae – Também chamada de erva-lucera, lucera, lucero, madre cravo e tabacarana – Origem: Nativa da América do SulNota: Erva destinada também ao culto à Obàlùàiyé.

“Ewé tésúbíyù” – Erva lágrima de nossa senhora – Nome científico: Coix lacryma-jobi L.  – Família: Poaceae – Também chamada de capiá, capim de nossa senhora, capim de contas, capim-miçanga, capim-missanga, capim-rosário, conta-de-lágrimas, contas de nossa senhora e de lágrimas-de-jó – Origem: Nativa da Ásia – Difundida em diversas regiões da África e das Américas.

“Ewé Yawé ” – Erva capeba – Nome científico: Piper umbellatum L.  – Família: Piperaceae – Também chamada de caapeba, catajé, lençol-de-santa-bárbara, mático e malvaísco  – Origem: Nativa do Brasil.

Nota: Tida como uma das ervas de maior “awo” (mistério) no culto de Yèyémoja.